Que raiva sinto de mim!

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Que raiva eu sinto de mim quando percebo que não amo como deveria, não perdoo como deveria, não sou compassivo como deveria, não me importo o tanto que deveria, não me doo como deveria… Que raiva eu sinto de mim quando percebo que a minha leitura da Bíblia tem sido feita como a leitura de qualquer outro livro, e que isso tem impedido a vida de Cristo ser gerada em mim; quando percebo que ao cantar músicas que deveriam ser de louvor, estou somente cantando por cantar, perdendo a oportunidade de fazer daquilo a minha adoração; quando percebo que as minhas orações têm sido tão mecanicamente construídas que parecem as mesmas – todos os dias; quando percebo que o meu relacionamento com Deus tem se tornado miseravelmente superficial a ponto de eu não mais refletir a sua glória, exalar o seu cheiro. Que raiva eu sinto de mim quando percebo que o cristianismo que eu tenho gritado, pelos quatro cantos do facebook, está longe de ser o cristianismo que eu tenho vivido.
Que raiva!
Que raiva eu sinto de mim quando percebo o quanto eu tenho julgado uma pessoa sem, ao menos, conhecê-la; quando percebo que se alguém traz, na sua personalidade, características diferentes das que eu aprecio, esse alguém não é ‘digno’ do meu amor; quando percebo que tenho me dado o luxo de não amar só porque o outro não é amável.
Que raiva eu sinto de mim quando lembro que o ESPÍRITO SANTO – DO DEUS QUE É O (extraordinário) AMOR – VIVE EM MIM, e mesmo assim eu tenho, mediocremente, praticado um amor conveniente, óbvio, clichê.

Que raiva eu sinto!
Que raiva eu sinto por sentir raiva!

E esse poderia ser o fim deste post, que mais serviu como um desabafo.

Mas, por Graça não foi em raiva que acabou a minha raiva. E eu pude ver todos os meus revoltados sentimentos serem, sutilmente e surpreendentemente, convertidos em uma doce gratidão.
A cruz não foi em vão, queridos! O sacrifício de morte no calvário não foi em vão. Às vezes, os vacilos da minha fé me deixam desanimado e com raiva de mim mesmo, entretanto, logo me vem à lembrança de que a cruz não foi em vão. Houve morte para que houvesse vida, e, de fato, HÁ UMA VIDA. Houve sangue para que houvesse justificação, e, de fato, HÁ UMA JUSTIFICAÇÃO que se manifesta todos os dias.
Sim, essa justificação foi plena, de uma vez por todas, para aqueles que creem, mas… Mesmo assim, o cristianismo que muitos de nós vivemos ainda é tão falho que, por vezes, nem merece ser chamado de cristianismo. Por quê? Para que possamos sentir o delicioso sabor dessa justificação todos os dias. Essa foi a resposta de Deus à minha oração quando eu questionava: “Se já sou justificado, por que não consigo viver a santidade em tempo integral? Se Ele levou sobre si os meus pecados, porque eu ainda peco tanto? Deus, que raiva eu sinto de mim!” E sua voz foi suave, trouxe paz quando disse: “Sua natureza ainda é humana, portanto, você ainda tende ao pecado. Mas, isso é temporal, filho! Em breve você viverá a santidade perfeita e assim será por toda a eternidade. Mas, até lá, entenda o valor da cruz. Entenda quão precioso e necessário foi o ato que promoveu a sua justificação e entenda que esse ato não perdeu o valor quando você se converteu, todavia, em cada pecado que você comete, a justificação faz mais sentido. E se o seu cristianismo tem sido falho, volte-se para a cruz. Ainda é tempo!”

A graça, maravilhosa graça, tem sido abundante na minha vida, e eu espero que também seja na sua.
CORRA PARA CRUZ!!! CORRA PARA OS BRAÇOS DO PAI

 
Que essa meditação te faça tomar uma nova postura de vida. Que essa raiva de você mesmo te faça avançar e transformar a sua própria natureza!
 
Deus abençoe
 
PR. MURILO MULIERI

Uma ideia sobre “Que raiva sinto de mim!

  1. moises

    É por pensar assim que mesmo sendo tão falho,eu deixo p/ trás as coisas que p/ trás ficam, eu continuo firme em frente na corrida que me foi proposta com os olhos fixos no alvo JESUS o autor e consumador da nossa FÉ. PR:MURILO tamujunto GLÓRIAS HÁ DEUS por sua vida

    Responder

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