O Morto de ninguém

Pr. Bruno Simões

Dt. 21:1-9

No período do antigo testamento, vemos a descrição de como eram as cidades, elas eram distantes umas das outras, e fortemente rodeada por grandes muros, com isso a cidade estava protegida, além disso era vigiada 24 horas por dia pelos Atalaias, havia também uma hierarquia organizacional na cidade.

Haviam leis que regiam as cidades e leis que serviam para várias cidades e essas leis precisavam ser cumpridas na íntegra. Em Deuteronomio 21: 1-9 vemos instruções com relação aos procedimentos estabelecidos para o caso de alguém que fosse morto fora dos muros das cidades e os atalaias não vissem quem foi o assassino, essa lei diz que os anciãos das cidades próximas deveriam medir a distância entre o local que o morto foi encontrado e as cidades próximas, a cidade mais próxima deveria ser a responsável pelo enterro do morto.

Mas o que isso tem a ver comigo e como posso aplicar na minha vida?

Nós nascemos de novo em Cristo e somos nova criatura, temos a Vida do Próprio Deus em nós, então somos como essas cidades fortalecidas e cheias de vida, e a exemplo do texto também temos pessoas que ainda estão mortas (espiritualmente) ao nosso redor, nós somos a cidade mais próxima dessa pessoa. Como temos agido com relação a isso?

Será que estamos desprezando esses “mortos” que Cristo tem permitido estar ao nosso redor? Precisamos nos responsabilizar por cada um deles.

Como proceder quando encontrarmos o “morto” mais próximo de nós:

  1. Locomoção dos Mestres e Anciões até o local do Morto: A Rotina desses anciões mudava quando um morto era encontrado, assim também é nossa responsabilidade mudar a rotina para realizar o que Deus quer de nós. (Atos 14:19-21) Paulo foi apedrejado até ser dado como morto, estava cheio de hematomas, entretanto ele teve a revelação de que ele era a cidade mais próxima daquele povo. Ele levantou no dia seguinte cheio de feridas e continuou pregando. Precisamos ter a revelação de que temos uma responsabilidade para com os “mortos de ninguém” quando isso acontece, a multiplicação é alcançada. Paulo caiu por terra em sua conversão, entretanto mesmo caído por terra ele perguntou pra Deus o que era pra ele fazer. Por mais que estejamos caídos por terra, precisamos perguntar a Deus o que fazer! Deus vai mandar você levantar e Ir em Frente!
  2. Medir metro a metro, Centímetro a Centímetro: isso nos fala de andar junto, de caminhar passo a passo de fazer discipulado. Paulo tinha um discípulo chamado Timóteo e mesmo sem estar na mesma região que Paulo, Paulo sabia tudo o que Timóteo passava, quais as enfermidades, os medos, as vitorias e dificuldades. Paulo identificou Timóteo E decidiu pagar o preço para discipulá-lo. (At. 16: 1-5) Paulo circuncidou a Timóteo, tocou na Intimidade de Timóteo. Se você quer gerar um discípulo, ande com ele metro a metro, centímetro a centímetro, saiba de suas dores de estômago, saiba da sua intimidade.
  3. Escolhiam a Melhor Novilha Para o Sacrifício: Significa dar o que você tem de melhor! Dê tempo de Qualidade, Invista tempo de Qualidade, ore por cada um que está sobre sua responsabilidade.
  4. Despesas Envolvidas: A cidade não tinha culpa em relação ao Morto, mas tinha que arcar com todas as despesas. Muitas vezes não queremos nos responsabilizar, não pagar o preço, consideramos como Prejuízo o que de fato deveria ser um Investimento.
  5. O Lugar Adequado: Havia um lugar adequado para o sacrifício, precisamos fazer as coisas adequadamente, com Excelência, para não se tornar motivo de “Piada” (Lucas 14:28-30)

Um dia você já foi um “Morto de Ninguém” mas o Cordeiro Morreu por Você! E Alguém decidiu fazer o Sacrifício e Investiu em Você!

Agora pergunte ao Senhor: quem é o morto que está perto de mim?

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