Arquivo mensais:dezembro 2013

A Maldição dos que roubam a Deus

Pr. Almir de Freitas

Texto Base: Malaquias 3:7-10

A Bíblia promete muitas bênçãos em nossas vidas e para que venhamos a receber cada uma dessas bênçãos precisamos cumprir as condições que Deus nos ordenou, mas assim como as promessas, a Bíblia também descreve maldições que alcançarão as pessoas que não cumprirem as condições estabelecidas por Deus. Uma das mais conhecidas maldições é a descrita em Malaquias, que vem sobre aquele que rouba a Deus deixando de devolver o dízimo. Tal maldição envolve a liberação do devorador para agir na vida da pessoa e a sonegação do dízimo é sem dúvida uma das principais razões de as pessoas viverem sob uma maldição do fracasso financeiro e espiritual.

Na palavra de Deus há pelo menos sete aspectos dessa maldição:

1)      Quem não entrega o dízimo é amaldiçoado como um ladrão:

Em Zacarias 5:3-4, há uma maldição sob todo aquele que furtar roubar e até jurar falsamente, baseado nessa palavra todos os ladrões já são amaldiçoados, a palavra diz que a maldição o alcançará e repousará sobre sua casa. Em Malaquias a bíblia diz que quem não devolve o dízimo está roubando ao Senhor, portanto recebe todas as maldições que um ladrão e não importa quanto tempo passe, a maldição o alcançará.

A palavra associa ladrões a quem jura falsamente, ou seja, os mentirosos também recebem a mesma maldição de um ladrão, a mentira nada é mais do que um roubo sofisticado.

Podemos classificar pelo menos três tipos de roubo:

a)      Roubo simples: é aquele tipo de roubo também conhecido como furto, alguém que pega algo que não é seu, ou então pede aquele CD, Livro, Dinheiro, etc… e não devolve mais, ou aquele que compra e não paga.

b)      Roubo sofisticado: é aquele tipo de roubo que nem percebemos que é um roubo, é aquele que envolve mentira, por exemplo, o atestado médico sem necessidade ou até mesmo atestado falso, usar os recursos da empresa para benefício próprio sem permissão.

c)       Roubo espiritual: é o tipo de roubo para quem rouba a Deus, em Malaquias 3:8-9 está escrito como é caracterizado o ladrão que rouba a Deus: “Roubará o homem a Deus? Todavia, vós me roubais e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas. Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, vós, a nação toda. Malaquias 3:8-9.

Se as pessoas que roubam homens já estão de baixo de maldição, o que dizer de quem rouba a Deus? Certamente Deus sabe que tipo de pessoa você é e também sabe se você tem sido grato devolvendo o Dízimo ou se toma posse daquilo que não te pertence.

Deus sabe inclusive as suas intenções, sabe se você devolve o dízimo e sabe como está seu coração nesse momento, sabe também se há a intenção de procurar na graça algo que isente a devolução do dízimo, mas Jesus veio para estabelecer a graça e Ele mesmo elogiou o dízimo.

2)      Quem não devolve o dízimo é amaldiçoado como ladrões que roubam a Deus:

Todo ladrão quando é pego roubando tem a tendência a justificar tal ato falho, mas o fato é que independentemente da justificativa a atitude de roubar é errada. Assim também muitos crentes deixam de devolver o dízimo e usam justificativas na tentativa de minimizar o erro, alguns dizem que não possui fé suficiente para devolver o dízimo, mas por outro lado possuem fé para ser curado, para ser salvo e inclusive para receber uma promoção ou um aumento no salário. Se você é capaz de confiar a sua alma a Deus, certamente você também é capaz de ter fé suficiente para confiar as suas finanças e devolver dez por cento de sua renda.

3)      Quem Não devolve o dízimo é amaldiçoado como os que violam a Lei:

Deixar de devolver o dízimo é infringir a Lei de Deus, portanto quem infringe as leis está debaixo das maldições relativas a quem infringe a Lei.

“Maldito aquele que não confirmar as palavras desta lei, não as cumprindo. E todo o povo dirá: Amém!” Dt. 27:26.

Não confirmar as palavras da Lei, significa discordar de Deus e dizer que sua lei não é boa, não confirmar as palavras da Lei é querer criar uma nova teologia para justificar as vontades pessoais, as vontades de um coração enganoso. Quem afronta com a Palavra de Deus, certamente não confirma as palavras da Lei e vive uma vida de maldição. O dízimo foi estipulado para a manutenção da Casa de Deus no velho testamento, hoje somos a real Casa de Deus, mas nos reunimos em prédios e o dízimo ainda continua sendo utilizado para a manutenção dos locais que abrigam a Casa de Deus.

4)      Quem não devolve o dízimo é amaldiçoado porque paga o bem com o mal:

“Quanto àquele que paga o bem com o mal, não se apartará o mal da sua casa.” Provérbios 17:13. Há pessoas que não reconhecem o favor de Deus em suas vidas, não reconhecem Àquele que deu o sopro de vida, forças para trabalhar, um emprego e saúde, tais pessoas atribuem a si mesmo o sucesso e os resultados obtidos. Reconheça que o sua força e tudo que você possui vem do Senhor. “A minha força e o poder do meu braço me adquiriram estas riquezas. Antes, te lembrarás do SENHOR, teu Deus, porque é ele o que te dá força para adquirires riquezas; para confirmar a sua aliança, que , sob juramento, prometeu a teus pais, como hoje se vê.” Dt. 8:17-18

Há uma maldição sobre o homem ingrato e no Salmo 109, podemos ver uma lista de maldiçoes sobre tais pessoas:

  • O ímpio estará sobre ele (v. 6)
  • Satanás estará à sua direita (v. 6)
  • Não haverá quem o defenda (v. 7)
  • Sua oração será tida como pecado (v. 7)
  • Terá uma vida curta (v. 8)
  • Seus filhos ficarão órfãos e sua esposa ficará viúva (v. 9)
  • Seus filhos serão vagabundos e pobres (v. 10)
  • Viverá debaixo de dívidas e juros escorchantes (v. 11)
  • Não deixará posteridade (v. 13)
  • O seu nome se extinguirá (v. 13)
  • A maldição virá sobre ele (v. 17)

5)      Quem não devolve o dízimo, tem um céu de bronze sobre si:

Da mesma maneira que as pessoas que devolvem o dízimo tem sobre si a promessa de que as janelas dos céus se abrirão (Ml. 3:10), para os que não devolvem o dízimo está escrito que os céus sobre si serão de bronze e a terra será de ferro (Dt. 28:23) Não feche as janelas do céu sobre a sua vida, decida hoje viver uma vida abençoada e com sua atitude repreenda todas as maldições.

6)      Quem não devolve o dízimo é amaldiçoado como os que se esquecem de Deus:

“Nos lugares altos, se ouviu uma voz, pranto e súplicas dos filhos de Israel; porquanto perverteram o seu caminho e se esqueceram do SENHOR, seu Deus.” Jr. 3:21. O povo de Israel sofreu muitas tribulações porque se esqueceram do Senhor. O ato de não entregar o dízimo é também uma forma de esquecer-se de Deus e de seu favor.

7)      Quem não devolve o dízimo é amaldiçoado como os adoradores de ídolos:

“Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas.” Mt. 6:24

Não podemos servir a dois senhores: Deus e o dinheiro, na bíblia o dinheiro é representado por Mamom, e o dinheiro é um deus concorrente com o Senhor, muitos ainda servem a Mamom, se encontram com o seu coração escravizados pelo dinheiro.

Mamom nos promete aquilo que somente Deus pode nos dar: segurança, significado, identidade, independência, poder e liberdade. Quando deixamos de entregar o dízimo, estamos declarando que Mamom é o nosso deus.

Mamom não pode dominar a sua vida, Deus é quem deve determinar os seus caminhos e suas atitudes, se você condiciona alguma das situações abaixo à sua situação financeira Mamom tem dominado a sua vida:

  • É Mamom  quem decide quando devo me casar.
  • É Mamom  quem decide se devo ou não ir a uma conferência abençoada.
  • É Mamom  quem decide se posso ou não ofertar.
  • É Mamom  quem decide qual profissão devo seguir.
  • É Mamom  quem decide como devo tratar cada pessoa.
  • É Mamom  quem decide como devemos fazer a obra de Deus.
  • É Mamom  quem decide quantos filhos eu devo ter.

Não deveríamos trabalhar por dinheiro, deveríamos trabalhar com o que gostamos baseado nos dons que Deus nos deu para fazermos a obra DELE, pois o dinheiro não foi feito para ser o nosso senhor, pelo contrário ele foi feito para nos Servir.

Portanto tome hoje a decisão de devolver a parte que pertence a Deus, não seja alguém que rouba a Deus. Decida ser abençoado ao invés de atrair maldições para sua vida, seja alguém convertido inclusive na área financeira e as Janelas do céu estarão totalmente abertas para você.

A Presença “Manifesta” de Deus

Pastor José da Silva

Hoje em dia, temos vivido em tempos onde o foco do evangelho tem sido outro, onde pessoas tem trocado a presença manifesta do Senhor por qualquer outra coisa que lhe traga benefícios, quando na verdade não deveríamos fazer absolutamente nada sem a presença do Senhor.

Aprendemos com Moisés, no texto de Êxodo 33:1-16, que se for para fazermos algo sem a presença de Deus, é melhor não fazermos, é melhor primeiro buscar a presença do Senhor novamente, e depois seguir adiante. No contexto dos capítulos anteriores dessa passagem, Moisés havia subido o Monte para Deus lhe falar os dez mandamentos, e ao retornar, encontra o povo em prostituição, pois fizeram ídolos para adorarem, um bezerro de ouro. Por conta de tal rebeldia, o Senhor diz a Moisés que não poderia ir adiante com o povo, porém Deus diz que enviaria um anjo para cuidar deles. Uau! Um anjo! Talvez nos dias de hoje, alguém sem revelação do que é a presença de Deus trocaria fácil a presença de Deus por um anjo. Mas então é errado sermos servidos por um anjo? Não, muito pelo contrário, os anjos foram criados para servir a Deus e aos seus filhos. Mas oque você prefere: ter um encontro com um anjo ou com o próprio Deus?

Moisés queria a presença de Deus o guiando e o protegendo. Nosso Deus é onisciente, onipotente e onipresente, ou seja, Deus sabe de tudo, Deus pode tudo, e Deus está em todos os lugares. Mas vamos nos atentar à onipresença do Senhor. Deus sabe e tem o controle de tudo oque se passa pelo universo, porém a presença manifesta do Senhor não está em todos os lugares, pois Deus não se manifesta em meio ao pecado. E era exatamente por isso que Deus não poderia ir junto com o povo, por causa do pecado da idolatria. Moisés então começa a discutir com Deus, com uma santa indignação, pois ele de fato queria somente a presença de Deus, e Moisés diz ao Senhor:

“Se tu mesmo não fores conosco, não nos faças subir daqui.”
Êxodo 33:15

Nossa maior necessidade não é algo natural, ou uma benção, nossa maior necessidade é a presença de Deus em nossas vidas. É isso que faz a igreja se mover e romper as barreiras. Quando temos a presença de Deus temos tudo aquilo que precisamos, independente das circunstâncias. Temos o exemplo de alguns homens que tiveram grandes experiências com a presença de Deus: Noé, Abraão, Isaque, Jacó, entre tantos outros. Esses homens não estavam preocupados com mais nada, e não desejavam outra coisa além da presença do Senhor, e mesmo sendo falhos, desfrutaram dessa presença ao se posicionarem.

A presença de Deus é uma grande chave para a igreja manifestar o reino dos céus aqui na terra. A vida, palavra, coração e ação de Deus nessa sociedade dependem de buscarmos a presença do Senhor. Como alguém vai querer se converter se não enxergar com os próprios olhos a vida de Deus fluindo? Sem sede e sem prazer em buscar a Deus, seremos uma igreja fraca. E com toda certeza, uma igreja sem a vida de Deus, é sim uma igreja fraca. E saiba que, a maior tragédia que pode acontecer na vida de alguém, é Deus retirar a sua presença da vida dela.

Ao se acostumar com o pecado, a sensibilidade com Deus some, pois não se sente mais fome. É como uma pessoa doente, que não consegue comer, não tem prazer ao se alimentar. Sem a presença de Deus ficamos doentes e não conseguimos mais nos alimentar.

Ter a benção, sem o Deus da benção, não tem valor algum! Moisés sabia disso, e preferiu o Deus da benção, preferiu deixar a benção de lado se o Senhor não estivesse com ele. A comunhão com Deus é um reflexo da vida eterna, e nada material, como dinheiro, prédios, nada disso tem valor algum sem a presença de Deus.

No capítulo 32 de Êxodo, vemos que os responsáveis pela criação do bezerro de ouro foram mortos por Deus. Se quiser a vida de Deus em mim, preciso acabar com toda forma de pecado em minha vida, romper com o que for necessário. Precisamos entender que o pecado fere a santidade de Deus. Em Jericó, Deus estava à frente de todo povo, e lutou por eles e lhes deu vitória, porém Deus disse para que não pegassem nada do que restasse dali, mas não deram ouvidos e pegaram oque era impuro para Deus, feriram a santidade de Deus. Jacó também feriu a santidade de Deus, ao pegar ídolos na casa de seu sogro e tomar para si. Porém devemos aprender com Moisés, que não existe substituto para Deus. Moisés não queria vitória nem benção, Moisés queria a presença de Deus.

A graça de Deus é infinitamente maior em nossas vidas do que o nosso pecado, e quando há busca e arrependimento, Deus nos lava e traz a sua comunhão conosco novamente. Quando Moisés percebeu que Deus não estaria mais com o povo, ele correu orar a Deus, foi a primeira coisa que ele fez. E não foi qualquer oração, foi uma oração com certo peso, foi uma oração que Moisés fez assumindo a responsabilidade que estava sobre ele. Nossa vida é movida pela oração, pela palavra, pela adoração a Deus. Não basta apenas deixar o pecado de lado, é necessário buscar, é isso que trás a presença de Deus novamente à nossas vidas.

Temos uma promessa deixada por Jesus, que se aplica quando estamos desesperados pela presença de Deus:

“Eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos.”
Mateus 28:20

Não deixe que a essência da vida de Deus se perca sobre a sua vida, nem deixe que o pecado acabe esfriando seu relacionamento com o Senhor. Mas assim como Moisés, busque e zele a vida de Deus sobre sua vida, afinal, ter benção é bom, mas ter o Deus da Benção é infinitamente melhor.

Perguntas para compartilhar:

1)      O que mudou em sua vida após você receber a Presença Manifesta de Deus?

2)      O que faz você perder a Presença Manifesta? O que Tem te Afastado da Intimidade com Deus?

3)      O que você Faz para Atrair a Presença Manifesta de Deus em Sua vida?

A Descendência de Jonathan Edwards e Max Jukes

Jonathan Edwards nasceu em 1703 em Windsor Connecticut. Ele era o único filho homem entre dez filhas, seu pai, Timothy Edwards era pastor, e sua mãe, Esther Stoddard era filha de Solomon Stoddard, um famoso reverendo da época.

Solomon Stoddard, avô de Edwards, era um Puritano em todo o significado da palavra, foi o líder espiritual da cidade de Northampton, Massachusetts por 57 anos.

Dois anos antes de sua morte, seu neto Jonathan Edwards subiu de pastor assistente para pastor.

Jonathan Edwards aprendeu muito com o avô principalmente a importância de trabalhar duro e estudar bastante. Ainda bem novo, Edwards aprendeu a escrever. O pai dele lhe ensinou o latim e outros idiomas como grego e hebraico. Aos seis anos de idade ele já conseguia conjugar os verbos em latim. O domínio destes idiomas lhe ajudaria depois a ser um perito em estudos da Bíblia Sagrada e um mensageiro poderoso da Palavra de Deus.

Aos 13 anos de idade, Jonathan Edwards entrou na Faculdade de Yale, e lá estudou teologia. E como aquele garoto amava estudar, ele freqüentemente passava 14 horas por dia estudando sobre a Palavra de Deus.

Em 1720, Edwards se formou em Yale, como o primeiro de sua classe. E começou cedo na carreira pastoral. Edwards lutou para resgatar o significado de verdadeira revivificação cristã.

Sua geração foi a segunda geração dos Puritanos. A primeira geração tinha trabalhado duro e sido muito diligente para semear a semente do evangelho e fazer da América um lugar no alto da Colina, onde fossem resgatadas muitas vidas para o Senhor.

Mas agora, a segunda geração tinha perdido muito seu desejo espiritual. Eles tinham perdido a vontade e o zelo necessários para continuar a expansão do reino de Deus.

Assim Edwards começou uma de suas séries de sermões, com muita oração para acordar a congregação sonolenta que tinha se envolvido demais com seus próprios negócios e suas próprias vidas, deixando em segundo lugar a vontade de Deus, se preocupando mais com sua vida cotidiana do que com Cristo e seu reino. Em 1731, Edwards pregou a mensagem: ” Deus se glorificou na dependência do homem.” Nisto, ele atacou o liberal argumento, que pecado somente era uma condição de ignorância. Ele acreditava que o pecado humano
era uma inimizade inerente contra Deus e que a salvação significava uma mudança de coração.

Esta mensagem desafiou os cristãos a procurarem em seus corações seus mais íntimos pecados e se arrepender de cada um deles. Sem dúvida Edwards foi um grande homem de Deus que muito colaborou, direta e indiretamente, para o reavivamento bíblico, e para que hoje eu e você possamos conhecer a Palavras de Deus e seu significado.

Contudo, em nenhuma área Edwards foi mais bem sucedido do que em seu papel como pai. Edwards e sua esposa Sarah tiveram onze filhos. Apesar de um horário de trabalho rigoroso que incluía acordar às 4:30 da manhã ler e escrever em sua biblioteca, viagens extensas, e reuniões administrativas infinitas, ele fazia questão de dedicar muito de seu tempo aos seus filhos.

Apesar de sua vida agitada, Edwards se comprometeu a passar pelo menos uma hora por dia com eles, principalmente lhes ensinando princípios cristãos.

E se ele perdesse um dia porque estava viajando, acumularia essas horas e as passaria com os filhos quando voltasse.

Sem dúvida Edwards deixou um importante legado aos seus filhos, assim como seu avô havia deixado para seu pai, e seu pai deixará para ele.

O dicionário Aurélio nos diz que legado é um valor previamente determinado, ou objetos previamente individuados, que alguém deixa a outrem. E o principal legado que Edwards deixou a seus filhos foram seus princípios cristãos.

Recentemente, o estudante Benjamim B. Warfield de Princeton encontrou, depois de muitas pesquisas, 1.394 descendentes conhecidos de Edwards. E nessa pesquisa podemos constatar o maravilhoso legado que Edwards deixou aos seus descendentes através de sua vida cristã. Dos 1.394 descendentes de Edwards:

3 se tornaram presidentes de universidades,

3 senadores dos Estados Unidos

30 juizes

100 advogados

60 médicos

65 professores de universidades

75 oficiais de exército e marinha

100 pregadores e missionários

 60 escritores de destaque

 1 vice-presidente dos Estados Unidos

 80 altos funcionários públicos,

 250 formados em universidades, entre eles governadores de Estados e diplomatas enviados a outros países.

Os descendentes de Jonathan Edwards não custaram ao Estado um dólar.

Por outro lado, Benjamim B. Warfield também pesquisou a vida de Max Jukes, um famoso ateu, contemporâneo a Edwards, o qual freqüentemente atacava os discursos, a ideologia e as pregações de Edwards. Max Jukes, o ateu, viveu uma vida ímpia, casou-se com uma jovem ímpia, e também deixou um legado para seus descendentes, da descendência dessa união entre Jukes e sua esposa, pesquisada por Benjamim, constatou-se que de todos seus descendentes encontrados:

310 morreram como indigentes.

150 foram criminosos, sendo 78 assassinos

100 eram alcoólatras

Mais da metade das mulheres, prostitutas

Os 540 descendentes de Jukes custaram ao Estado 1.250.000 dólares.

A história de Jonathan Edwards é um exemplo do que alguns sociólogos chamam a “regra das cinco gerações.” Como um pai cria seus filhos e o amor que eles dão, os valores que ensinam, o ambiente emocional que oferecem, a educação que provêem, não só influencia seus filhos, mas as quatro gerações seguintes. Em outras palavras, o que os pais fazem pelos seus filhos permanecerá pelas próximas cinco gerações.

O exemplo de Jonathan Edwards nos mostra a importância de deixarmos esse legado cristão aos nossos filhos.

Mas a teoria das cinco gerações trabalha de ambos os modos. Se não nos esforçarmos para sermos bons pais e transmitirmos princípios cristãos, nossa negligência pode infestar gerações. Considere o caso de Max Jukes.

Max Jukes teve problemas com a bebida, que o impediu de manter um trabalho fixo. Também o impediu de demonstrar muita preocupação pela esposa e os filhos.

Claro que isto não significa que as pessoas simplesmente são um produto direto de seus pais, ou que seu futuro está determinado pela sua descendência.

As histórias de Jonathan Edwards e Max Jukes oferecem lições poderosas sobre o legado que nós deixaremos como pais. Daqui a cinco gerações é bem provável que as nossas realizações profissionais serão esquecidas. Na realidade, nossos descendentes podem pouco saber sobre nós ou nossas vidas.

Mas o modo como somos pais hoje e princípios que transmitimos afetarão diretamente não só nossos filhos, mas também nossos netos, bisnetos e as gerações que se seguem.

 Como dizia Edwards: Deus fez todas as coisas com um propósito, e Deus também tem um propósito para todos nós, Nenhum homem vive em vãotodos nós deixaremos um legado. Qual será o seu?

fonte: http://www.cpr.org.br/jonathan_edwards.htm

A Consagração dos Filhos

Pr. Almir de Freitas 

Texto Base: 1 Sm. 1:27-28

Assim como aconteceu com Jesus, é nosso costume apresentarmos e consagrarmos as Crianças ao Senhor, mas será que os pais sabem o que significa tal ato? Será que o ato de consagrar os filhos, eximem a responsabilidade dos pais como sacerdotes dos filhos ou a consagração é apenas o primeiro passo de uma caminhada de responsabilidade pela educação e sacerdócio em relação aos filhos?

O que é a Consagração dos Filhos?

A consagração dos filhos é algo bíblico, Jesus não foi batizado, Ele foi consagrado, pois o batismo é um ato público que está diretamente relacionado com o arrependimento e a consciência da necessidade de arrepender-se, logo uma criança não pode ter essa noção além do que elas em sua fase de inocência não tem do que se arrepender. Portanto seguindo o exemplo de Jesus, as crianças são consagradas e apresentadas ao Senhor.

1.    A consagração de filhos deve ser resultado da consagração dos pais:

Em Gálatas 6:7-8 vemos que tudo quanto semeamos isso também colheremos, seja o bem ou o mal, tudo que semearmos nós colheremos. A consagração dos filhos deve ser resultado da consagração dos pais, pois as crianças aprendem com o exemplo dos pais e um pai pode até consagrar os seus filhos, mas se não tomar a postura de se consagrar também diante de Deus, fatalmente falhará em ser um modelo exemplar para o caráter da criança e a colheita da falta de consagração dos pais começa a ficar claro na adolescência. As crianças aprendem muitas coisas através da visualização e ao passo que elas veem a consagração dos pais, há uma grande possibilidade de ela aprender e buscar mais sobre Deus.

2.    Consagração de filhos é por causa do compromisso dos pais de ensinar os filhos o caminho do Senhor.

A bíblia orienta os pais a ensinar a criança no caminho em que se deve andar e quando envelhecer (ou crescer) não se desviará dele (Pv. 22:6). As crianças de fato levam os ensinamentos que lhes foram passado na infância e é nesse período que o seu caráter é formado, portanto ao consagrar os filhos, os pais também assumem a responsabilidade de ensinar a criança nos caminhos de Deus e de educa-la para que ela se torne um adulto bem sucedido.

3.    A consagração é uma aliança de amar os filhos incondicionalmente para que assim possam conhecer o amor de Deus.

Os filhos são moldados pelas atitudes dos pais, eles são o seu espelho tudo que eles verem você fazendo certamente farão também, mas bons pais ajudam os filhos a conhecerem a Deus demonstrando amor,  paciência, disciplina, constância e fidelidade. A educação que o pai tem e consequentemente passa para os filhos, determinará o limite deles portanto tome uma decisão hoje de crescer em todos os aspectos para que possa exercer com êxito o papel dos pais.

As crianças aprendem muito com o exemplo das pessoas que o cercam, principalmente os pais e elas são capazes de julgar se há coerência entre a palavra e as atitudes dos pais. Peça a Deus e tome um posicionamento de ser um pai constante e com atitudes coerentes para que os seus filhos sejam crianças, adolescentes ou adultos coerentes. Quando os pais são imprevisíveis geram filhos neuróticos, portanto os filhos precisam saber que as regras não mudam, que a constância e coerência fazem parte do sacerdócio dos pais.

a.     Nunca permita o desrespeito;

Pais que não têm o respeito dos filhos, não tem nada. Estudos relatam que es até aos 6 anos os pais não conquistaram o respeito do filho, dificilmente conquistarão depois.

b.    O melhor momento de comunicar princípios é depois da disciplina;

Geralmente depois da disciplina os filhos recorrem aos pais, então é o momento de dar carinho e explicar o motivo da correção.

c.     Estabeleça um equilíbrio entre amor e disciplina;

O carinho e o amor devem ser constante e as disciplinas devem ser utilizadas sempre que houver necessidade.

d.    Estabeleça limites;

Os limites terão papel fundamental na vida das crianças, são os limites que demonstrarão para as crianças que os sentimentos delas não são a única verdade, eles ensinam que as crianças não podem fazer tudo que querem, eles mostram que apesar das crianças estarem se locomovendo ou fazendo algumas coisas sem a ajuda dos pais, ainda assim elas não são independentes.

Com os limites as crianças são ensinadas que a vida não e igual para todos e eles não podem ter tudo que querem.

A falta de limites resulta em adultos invejosos.

Por que consagramos os filhos?

Em I Sm. 1:27-28 podemos observar a história de Ana, que clamou durante muitos anos por um filho, entretanto ela era estéril. Então ela fez um voto ao Senhor que se Deus curasse a sua esterilidade, ela consagraria o primogênito ao sacerdócio e de fato ela cumpriu o voto e entregou o menino Samuel para que o sacerdote Eli o treinasse e foi Samuel quem ungiu o primeiro rei de Israel. A consagração de filhos é algo sério.

a.      Porque Deus recebe aquilo que lhe oferecemos e entregamos, há poder nessa consagração;

Quando crianças são consagradas à entidades de algumas religiões, tais entidades se apropriam e recebem, assim quando as crianças são consagradas ao Senhor, Ele recebe e cuida dessas crianças.

b.    Porque cremos no poder da bênção;

A benção é algo importante, Jesus abençoou as crianças e repreendeu quando os discípulos tentaram impedir que elas se aproximassem (Lc. 18:15-17). Se a benção não fosse algo importante Jesus não teria repreendido os seus discípulos.

c.     Porque cremos no poder da aliança;

Todos aqueles que nasceram de novo estão debaixo da aliança de Deus. A consagração dos filhos é uma forma de colocá-los publicamente debaixo da mesma aliança.

d.    Porque reconhecemos que nossos filhos pertencem a Deus;

Herança do SENHOR são os filhos; o fruto do ventre, seu galardão. Como flechas na mão do guerreiro, assim os filhos da mocidade. Feliz o homem que enche deles a sua aljava; não será envergonhado, quando pleitear com os inimigos à porta. Sl. 127:3-5

e.     Porque cremos que as maldições hereditárias são quebradas;

Todas as maldições de nossos antepassados serão quebradas na vida de nossos filhos.

Uma pesquisa foi realizada com relação à descendência de Max Jukes e Jonathan Edwards que viveram entre 1700 e 1760. Para saber mais sobre o impressionante resultado dessa pesquisa Clique aqui.

Que a partir de hoje possamos tomar novos posicionamentos nas nossas vidas de pais e pais espirituais, para que a consagração de filhos não seja simplesmente um ato religioso, mas sim um compromisso entre os pais, os filhos e Deus de que todos irão se empenhar para cumprir os propósitos do Senhor como uma família abençoada.

Perguntas para Compartilhar

1)   Pais espirituais consagram e entregam seus filhos espirituais, como você tem respondido às responsabilidades da consagração?

2)   Os limites ajudam a criança a crescer em um ambiente saudável, na vida espiritual como você tem encarado os limites de Deus para você?

3)   Você quer ter uma descendência como a de Max Jukes ou como a de Jonathan Edwards? O que você tem feito para isso?