Arquivo mensais:novembro 2013

Aprendendo em Meio a Crise

Pr. José da Silva

Textos base: Deuteronômio 8:11-16 e Romanos 8:18, 28

No texto de Deuteronômio, vemos que Moisés avisou o povo e os atentou para que não se esquecessem do Senhor quando começassem a prosperar, saindo do deserto e vivendo dias melhores. E os mostrou o quanto foram humilhados e provados para serem abençoados e viverem a promessa de Deus em seguida.

Em paralelo com o velho testamento, lemos nos versos de Romanos que Paulo também traz a notícia de que tempos melhores virão, e que todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus, até mesmo as circunstâncias mais adversas e ruins.

O fato é que muitas vezes em meio a crises não conseguimos enxergar a mão de Deus agindo em nosso favor. E durante o tempo em que estivermos em meio aos problemas dificilmente conseguiremos ver esse agir mesmo.

Por isso a importância de entendermos e crermos nessa palavra de que ainda que haja provas, problemas, crises, o nosso Deus está movendo nos bastidores e em breve poderemos ver algo de bom que poderá ser retirado daquele momento ruim.

Muitas vezes questionamos quanto ao porque de passarmos por situações difíceis que nos fazem sofrer. Ou ainda, pensamos que tudo está indo muito bem, mas de uma hora para outra algo sai do nosso controle, dando errado. Então murmuramos, lamentamos e até desistimos.

O andar com Deus no modelo que Jesus ensinou não diz que estaríamos sempre alegres, tão pouco que seria fácil ser um homem ou uma mulher de Deus.

Ao contrário disso, Jesus e Paulo ensinaram que andar com Deus custaria nosso esforço, nosso trabalho, nossa vida. Mas que valeria a pena. Haverá uma glória no futuro! Essa é a nossa esperança na eternidade!

Quando temos revelação que nossa dificuldade é passageira e mesmo em meio à dor vencemos a tentação da lamentação, e ao invés de reclamar glorificamos o nome de Jesus mesmo na pior das circunstâncias, confundimos o diabo e vivemos como um vencedor. Essa é a vontade de Deus para nós.

Algo precisa estar marcado em nossos corações: Deus usa os momentos ruins que passamos para trabalhar em nós.

Se analisarmos os problemas que atravessamos no tempo em que andamos com o Senhor, veremos o quanto crescemos, nos aprofundamos em Deus, tivemos aumento da nossa fé, melhoramos nosso relacionamento com o Senhor e até tivemos mais oportunidades de sermos usados.

Na nossa visão humana e natural e na avaliação de outras pessoas, podemos achar que estamos sofrendo prejuízos, mas o que é realmente perder para Deus?

Qual será o valor que Deus dá para nossa fidelidade nos tempos de crise?

Temos que aprender a mudar nossa oração.

Ao invés de pedirmos para que Deus tire nossos problemas, podemos pedir para que Deus aumente nossa resistência a eles. Para que Ele nos ajude a suportar, continuarmos fiéis adorando, glorificando, e então superar e crescer com as dificuldades.

Moisés disse ao povo que no tempo em que ficaram no deserto, eles foram humilhados por Deus. Isso nos fala a respeito de aprender a ter humildade.

Deixar que Deus use a dificuldade de nossa vida para nos tornar pessoas mais mansas, humildes, quebrantadas.

Mesmo depois que conhecemos a Deus e aceitamos Jesus como nosso Senhor, temos uma natureza inclinada a desejar voltar para a velha vida.

Por isso também podemos ver a aflição como um tempo de fortalecimento em Deus, pois na aflição nós vemos quem nós somos e quem Deus é.

Em tempos de aflição buscamos mais a Deus. Por causa da necessidade aumentamos nossa comunhão e intensidade no Senhor.

Outro ponto que precisamos lembrar é que para buscar o socorro de Deus nos momentos ruins e crer que todas as coisas cooperam para o nosso bem, é preciso ter a convicção de que somos chamados segundo o Seu propósito, que somos filhos de Deus e por adoção temos o direito de assumir sobre nós a identidade de Cristo.

Esse é um fundamento essencial da nossa fé. Se não tivermos essa certeza, qualquer problema nos derrubará nos afastará do Senhor e dos irmãos.

O diabo pode tentar nos minimizar, lançando pensamentos de que não somos dignos, mas nós somos exatamente aquilo que Deus já disse que somos! Filhos e herdeiros!

Que possamos experimentar das mais intensas experiências com Deus mesmo em tempos maus. Recebendo todo o consolo do Espírito Santo no conforto do colo de Jesus.

É Ele quem nos sustenta e usa dos desertos de nossas vidas para nos aproximar ainda mais dEle.

Ganhei uma Nova Vida em Cristo: E Agora, Como Devo Agir?

Pr. Almir de Freitas

Texto Base: Atos 3:1-10

Quando aceitamos a Jesus, cremos que ELE é a nossa salvação e nos batizamos, segundo a palavra de Deus nós somos salvos, mas após alcançarmos a salvação através de Jesus como devo agir? Será que Acabou por Aí?

A Bíblia nos fala que devemos entrar pela porta e seguir o caminho, o fato de alcançarmos a salvação é simplesmente o processo de passarmos pela porta, mas ainda há um caminho a seguir, um caminho de transformação, dia após dia, de Glória em Glória, até o dia que formos habitar nas moradas celestiais.

Ao passarmos por essa porta, somos inundados pela graça de Deus e essa graça é tão grande que não conseguimos compreender esse amor de Deus por nós, mas sabemos que ELE nos ama e tem cuidado de nós. A partir daí começamos a nos envolver com as coisas de Deus, passamos a frequentar células e nos tornamos mais ativos junto ao corpo de Cristo, alguns inclusive abrem as portas de suas casas e se tornam anfitriões.

Mas com o passar do tempo, alguns pensamentos começam a tomar conta de nossas mentes, começamos a olhar para trás, ver o que Deus fez trazendo restauração para a nossa família, vemos a prosperidade do Senhor nos alcançando, vemos as libertações dos vícios que nos consumiam, olhamos para salvação já conquistada por Cristo na Cruz e concedida a nós através da Graça, Amor e Misericórdia do Senhor, e com tudo isso nos contentamos e passamos a acreditar que não precisamos de mais nada.

Esse é um grande problema na vida da Igreja, muitos decidem parar no meio do caminho simplesmente por saber que já passaram pela porta, acreditam que o fato de estarem salvos é o suficiente para a vida dele, acabam estagnando espiritualmente e se fecham para o propósito de Deus em suas vidas. Anulam o fato de que o Senhor nos Criou para Reinarmos com ELE pela eternidade, não enxergam que Cristo está nos preparando para Governar o Reino com ELE.

Você acha mesmo que o Amor de Deus se limita em te libertar dos vícios? Ou até de te dar um Carro uma Casa e boas condições financeiras? O Senhor tem muito mais do que pedimos ou pensamos e tudo isso está preparado para nós.

A passagem de Atos 3, do versículo 1 ao 10, nos fala de um homem coxo que passara toda sua vida na porta do templo pedindo esmolas, por anos e anos ele era levado ali para mendigar. Ao se deparar com os discípulos de Jesus, Pedro e João, esse homem pediu esmola para eles, porém Pedro lhe respondeu:

“Não tenho prata nem ouro, mas oque tenho isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda.”

Agora, você acha mesmo que os discípulos não tinham nem uma moeda sequer com eles? A verdade é que Pedro e João queriam dar muito mais para aquele homem, eles queriam dar à ele uma vida vitoriosa, para que ele não precisa-se mais pedir esmolas. Mas oque isso tem haver conosco? A triste realidade, é que muitos de nós hoje, estamos vivendo de esmolas à porta do templo.

Vamos estudar melhor esse texto de Atos, e aprender algumas coisas sobre esse assunto. Podemos observar algumas questões nesse contexto:

1)      À Porta do Templo

Aquele homem estava ali há anos pedindo esmolas, e ele ficava apenas à porta, e nunca entrava no templo para louvar e adorar a Deus. Vivia somente do lado de fora, pedidos esmolas.
Ouro e prata, ou tudo aquilo que possuía valor monetário, para Deus é esmola. Claro que não é errado ter dinheiro, o Senhor quer nos abençoar com bens materiais, mas isso acontece naturalmente. Jesus não morreu naquela cruz apenas para que eu e você tivéssemos uma vida de fartura aqui na terra. Vale ressaltar mais uma vez: é claro que ter uma vida de fartura não é pecado, porém não foi para isso que Jesus se sacrificou. Não fomos chamados para sermos ricos, mas para sermos guerreiros do Senhor. Deus não te chamou para ficar na porta do templo pedindo esmolas, vivendo uma vida de crente coxo, se limitando apenas a coisas materiais, se limitando apenas às nossas vontades. Enquanto estivermos correndo apenas atrás de coisas materiais, ficaremos do lado de fora do mover do Senhor.

2)      Pedindo Esmolas

Aquele homem implorava a todos quanto via por alguma esmola, qualquer coisa já estava bom. Ouro, prata ou qualquer outro valor monetário é esmola perto de Deus, é tudo muito pequeno. Agora, imagine você, se Pedro tivesse realmente dado essa esmola para aquele homem, talvez ele continuasse na porta do templo pelo resto de sua vida, dia após dia, até a sua morte. Esmola não muda a vida de ninguém.
Na escala de sobrevivência daquele homem, aquela esmola era tudo oque ele precisava, alguns trocados já bastavam. Ele acreditava que sem aquilo ele morreria. Mas na verdade para Deus, a esmola era a ruína daquele homem. A esmola que Deus pode me dar, não vai curar e nem tão pouco mudar a minha vida, ou seja, a esmola não vai fazer diferença alguma, vai apenas trazer uma “resposta” superficial.

3)      A Consequência

Antes de esse homem ser curado, ele ficava apenas na porta do templo, porém ele nunca havia entrado no templo para louvar e adorar ao Senhor, como deveria fazer. Porém após ser curado, a palavra diz:

“E, saltando ele, pôs-se em pé, e andou, e entrou com eles no templo, andando, e saltando, e louvando a Deus.” Atos 3:8

Agora esse homem não é só alguém que recebe esmolas, não é somente mais um em meio à multidão, agora ele passa a ser um verdadeiro adorador, que pula na presença do Senhor. Quantas esmolas será que ele recebeu a vida toda dele? Com grande certeza não foram poucas, mas veja que nenhuma esmola fez a vida dele mudar. Nós, a Igreja de Cristo, somos chamados para sermos vencedores. Não queira ficar apenas “estacionado” na salvação, precisamos ir além disso. Agora, enquanto continuarmos vivendo de esmolas, sendo “pidões”, vamos continuar na mesma situação, crentes coxos à porta do templo. Não fomos chamados para sermos mendigos, mas para darmos respostas.

4)      O Que Não São Esmolas?

A começar por todos aqueles milagres e curas que temos visto esses dias, mas não para por aí, vai muito mais além. Sendo um pouco mais profundo, não é esmola tudo aquilo que podemos levar para a eternidade.

Aquele que for um vencedor aqui na terra, vai ser aquele que vai ter um grande galardão nos céus. Estes serão grandes coordenadores no céu, e acredite nisso, o grande tempo que seremos treinados para tal é agora, é em vida, afinal ninguém aprende a nadar sem entrar na água. Muitos, porém não querem entrar na água. Então dizem: “Curso de maturidade? pra que? Gasta muito tempo, preciso descansar um pouco.” Ou então: “Eu não vou ajudar a carregar essas cadeiras, eu não sou pago para isso, não é meu cargo.” Triste atitude. Por isso somos conhecidos como a geração “fast-food”, queremos tudo para já, tudo para agora! A pessoa se converte e já quer estar no púlpito no lugar do pastor, mas sem qualquer tipo de treinamento. Calma, um degrau de cada vez, tudo exige treinamento, e nada podemos fazer sem isso.

Saindo do contexto de Atos, mas permanecendo no tema em que precisamos ser treinados para sermos vencedores, vemos no livro de Jeremias 48, do versículo 11 ao 14:

“Moabe esteve descansado desde a sua mocidade, e repousou nas suas borras, e não foi mudado de vasilha para vasilha, nem foi para o cativeiro; por isso conservou o seu sabor, e o seu cheiro não se alterou.
Portanto, eis que dias vêm, diz o Senhor, em que lhe enviarei derramadores que o derramarão; e despejarão as suas vasilhas, e romperão os seus odres.
E Moabe terá vergonha de Quemós como a casa de Israel se envergonhou de Betel, sua confiança.
Como direis: Somos valentes e homens fortes para a guerra?

Nesse texto, a bíblia nos fala de Moabe, que na realidade era alguém acomodado, era um “crente coxo” na porta do templo. O texto já começa falando que Moabe esteve descansando na sua juventude, ou seja, o tempo que era para ele estar estudando, treinando, se preparando, estava fazendo qualquer coisa inútil, talvez recebendo qualquer esmola. O texto segue dizendo que Moabe não foi mudado de “vasilha para vasilha”. Isso nos fala do processo de produção do vinho. Para começar a se fazer um bom vinho, após colher e selecionar as uvas, é necessário pisar sobre elas, é necessário esmagar cada uva. Mas quem gosta de ser esmagado? Fato é que é na hora do “aperto” que nós oramos com mais intensidade. É quando as coisas não estão nada bem que nos posicionamos mais firmemente, é quando somos esmagados que nos posicionamos de verdade como deveríamos.

Após a uva ser esmagada, começa um novo processo muito importante: decantar a borra, ou seja, purificar as uvas de toda e qualquer impureza que esteja nela. O processo é feito da seguinte forma: deixa-se a uva esmaga dentro de uma vasilha, até que toda borra, toda impureza fique no fundo da vasilha. E então, joga-se o líquido em outra vasilha cuidadosamente, para que todas as impurezas fiquem na vasilha antiga, e então o processo acorre novamente, e as impurezas vão para o fundo novamente. E assim acontece sucessivamente, até que todo tipo de impureza seja separada. Mas onde isso se aplica a minha vida e na vida de Moabe? É simples: muitas coisas em nossas vidas precisam ser decantadas, toda borra, toda sujeira, toda impureza precisa ser retirada de nós. Agora, isso leva certo tempo. De situação em situação somos tratados, somos purificados através da decantação. Infelizmente, Moabe não se deixou ser purificado, não deixou Deus trocar a sua vasilha.
A borra, a impureza, nada mais é do que meu EU. É tudo aquilo que vem de nós mesmos: o orgulho, a prostituição, o egoísmo, a mentira, e tantas outras coisas. Falemos um pouco sobre a borra do orgulho, por exemplo, somente vamos ser purificados disso sendo trocados de vasilha em vasilha, de situação em situação. Alguém orgulhoso não vai ser um vencedor, e queremos ver uma igreja de vencedores no céu. Se eu estou sendo espremido e tratado, é porque Deus está me preparando, porque sou filho d’Ele e Ele me ama. Não tenha dúvidas disso. Moabe não se deixou ser espremido, e por isso conservou o seu cheiro e o seu sabor. As pessoas viam a vida de Moabe, e a única coisa que sentiam era o cheiro ruim de sua própria vida, o cheiro natural do homem. Saiba que o Senhor não quer que exalemos nosso próprio cheiro, ele quer nos decantar, nos purificar, para que então possamos exalar o cheiro sua de Sua doce presença.

Qual cheiro nós temos exalado? O cheiro das obras da carne, ou o cheiro dos frutos do espírito? Moabe preferiu conservar o seu próprio aroma. Trazendo isso para nós, podemos dizer que mesmo após ter se convertido continuou com as atitudes e comportamentos do velho homem. Qual tem sido nosso aroma diante dos homens? Qual foi a última história de vida que participei e pude exalar o perfume de Cristo?

Quanto mais decantados somos, quanto mais puros ficamos, mais somos separados e parecidos com o Senhor. Ser pisado e esmagado vai doer. Trocar de vasilha por várias e várias vezes vai ser demorado e desconfortável. Porém, a recompensa que teremos quando Jesus voltar será maior que tudo isso. Estamos sendo treinados para algo muito maior do que nossos olhos podem ver ou nossa mente pode imaginar. Não se limite a ficar somente recebendo esmolas. Não se limite a ficar estacionado apenas na salvação. Essa é a hora da igreja de Cristo romper em tudo aquilo que a prendia, e se levantar para a manifestação dos Filhos de Deus, e assim estabelecer o Reino dos Céus aqui na terra, por toda essa Nação, até os confins da terra. O tempo é agora, posicione-se!

Usando os Talentos para Revolucionar o Reino

Preletor: Pr. Marcelo Almeida (Vinha Internacional)

Texto base: Mateus 25:14

“Pois será como um homem que, ausentando-se do país, chamou os seus servos e lhes confiou os seus bens. A um deu cinco talentos, a outro, dois e a outro, um, a cada um segundo a sua própria capacidade; e, então, partiu.

O que recebera cinco talentos saiu imediatamente a negociar com eles e ganhou outros cinco.

Do mesmo modo, o que recebera dois ganhou outros dois.

Mas o que recebera um, saindo, abriu uma cova e escondeu o dinheiro do seu senhor.

Depois de muito tempo, voltou o senhor daqueles servos e ajustou contas com eles.

Então, aproximando-se o que recebera cinco talentos, entregou outros cinco, dizendo: Senhor, confiaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco talentos que ganhei.

Disse-lhe o senhor: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.

E, aproximando-se também o que recebera dois talentos, disse: Senhor, dois talentos me confiaste; aqui tens outros dois que ganhei.

Disse-lhe o senhor: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.

Chegando, por fim, o que recebera um talento, disse: Senhor, sabendo que és homem severo, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste,

receoso, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu.

Respondeu-lhe, porém, o senhor: Servo mau e negligente, sabias que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei?

Cumpria, portanto, que entregasses o meu dinheiro aos banqueiros, e eu, ao voltar, receberia com juros o que é meu.

Tirai-lhe, pois, o talento e dai-o ao que tem dez.

Porque a todo o que tem se lhe dará, e terá em abundância; mas ao que não tem até o que tem lhe será tirado.

E o servo inútil, lançai-o para fora, nas trevas. Ali haverá choro e ranger de dentes.”

Em todo o capitulo 24 de Mateus, Jesus começou a falar sobre o final dos tempos, como podemos ver nos versículos abaixo:

“Ele, porém, lhes disse: Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada. No monte das Oliveiras, achava-se Jesus assentado, quando se aproximaram dele os discípulos, em particular, e lhe pediram: Dize-nos quando sucederão estas coisas e que sinal haverá da tua vinda e da consumação do século.”

Mateus 24:2 e 3

E finalmente vemos em Mateus 25:14, que Jesus começa ensinar a parábola dos talentos, onde fala do Reino, ou seja, dos seus servos.

Todos nós recebemos bens de Jesus e esses bens são os talentos. O talento a que a bíblia se refere, é uma medida de ouro, uma moeda que equivale aproximadamente a 34,5 kg de ouro. Já o ouro na Palavra representa a Glória, Vida e Presença de Deus. O que significa que todos nós recebemos uma medida de unção, de presença de Deus dentro de nós.

Mas, essa unção e presença de Deus que recebemos não são para ficar parada, nós temos uma ordem: Negociarmos essa medida de glória!

Para multiplicar o dinheiro, é preciso gastar. Um investidor não esconde o seu dinheiro, mas o gasta, com a finalidade de se multiplica-lo. Logo, temos que gastar a medida de presença de Deus que recebemos.

Já que todos nós recebemos a glória de Deus dentro de nós, o que  temos feito com ela? Será que estamos sendo como o servo fiel que multiplicou seus cinco talentos, ou estamos como o de um talento que por medo o enterrou?

Quem são as pessoas de um talento?

São as pessoas que não fazem os investimentos, que se acovardam na hora de negociar os talentos, que se recusam a sair do círculo de previsibilidade e segurança, ao invés de se lançar na total dependência do Espírito Santo. São aquelas que se autopreservam e são pessoas problemáticas.

Escondemos nosso talento quando vemos pessoas precisando de oração, de uma visita, de ajuda, e preferimos passar a responsabilidade para terceiros. Quando não acreditamos na Palavra que o Senhor nos disse, de que temos uma medida de glória e de unção, e assim fazemos dEle mentiroso.

Todos nós temos limitações, mas não as use como desculpa.

A real glória não é de uma pessoa que tinha cinco talentos e multiplicou por mais cinco, ou daquele que recebeu dois e multiplicou mais dois; mas a glória é uma pessoa que tem somente um talento, e mesmo com as suas dificuldades, impossibilidades, problemas, limitações, conflitos, enfim, chegar diante do Senhor e apresentar tudo aquilo que foi conquistado porque creu na Palavra e gastou a unção, usou a autoridade que lhe foi dada.

Além da abundante graça que hoje Deus nos dá, haverá naquele dia galardão, que somente receberão aqueles que não foram covardes, não se amedrontaram, não preservaram suas vidas, mas se lançaram na completa dependência de Deus.